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Técnico recebe de jogador?
Daqui a pouco, logo depois da meia-noite, uma nova enquete entrará no blog, muito atual: você acredita que haja jogador que rache seu salário com o técnico? Posso adiantar que não são poucos os casos em que os atletas dizem isso em off, embora nenhum tope dizer em on. E você, o que acha? Vote aí na coluna da esquerda, depois da meia-noite. Escrito por Juca Kfouri às 22h56[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
'Vitória' de Gustavo Nery
Com os votos de 2340 blogonautas, o Fluminense foi eleito como quem fez o pior negócio ao contratar Gustavo Nery, 28,76% das opiniões. A seguir veio o Grêmio com Roger, com 27,26%. Depois, o São Paulo de Carlos Alberto com 22,26% e o Palmeiras, de Léo Lima, com 21,71%. Que estejamos todos enganados e os quatro matem a pau em 2008. Escrito por Juca Kfouri às 00h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Deu o que tinha de dar (1994x2002)
Copa dos Sonhos II *Por VICTOR BIRNER Não havia mistério. Parreira, conservador, perdera a confiança em Raí, capitão no início da Copa. Felipão não podia contar com os reservas. A equipe começara a jogar bem desde a troca de Juninho Paulista por Kléberson, após a difícil classificação, com aquela ajudinha do árbitro jamaicano Prendergast, contra os belgas. Denilson, na prática, não era opção. Entram em campo o Brasil de 1994 com Taffarel, Jorginho, Márcio Santos, Aldair, Branco, Mauro Silva, Dunga, Zinho, Mazinho, Bebeto e Romário, e o de 2002 de Marcos, Lúcio, Edmilson, Roque Jr., Cafu, Gilberto Silva, Kléberson, Roberto Carlos, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo. Duas seleções bem diferentes. O estático, pouco criativo e muito seguro 4-4-2 de Parreira, contra o eficiente e mais equilibrado 3-5-2 de Scolari. Isso mesmo! O Brasil 2002 defende quase tão bem quanto seu rival, contudo é mais talentoso. Rivaldo é melhor que que Bebeto. Ronaldinho cria com mais competência que Zinho ou Mazinho. Cafu e Roberto Carlos estavam em condições física e técnica superiores às de Branco e Jorginho. Vitalidade é crucial nas alas. O 3-5-2 exige ataques pelos lados. Até a arma de Branco, o chute de longe, não era mais perigoso que o canhão de Roberto Carlos. Um dos zagueiros de Felipão poder ser o homem surpresa, e Kléberson, de segundo volante, também aparece, às vezes, na criação. Quando o árbitro apita, o desenho tático é claro. Confiante na inquestionável força de seu sistema defensivo, Parreira marca um pouco a frente da linha de meio-campo. Tenta atrair o Brasil 2002 para usar a velocidade de Bebeto pelos lados e o surpreendente Romário nos contra-ataques. O problema é que uma coisa é chamar os italianos Baggio ( machucado ) e Massaro, ou os suecos Dahlin e Andersson. Outra é fazer o mesmo com Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho e os alas perigosos. Já contra a Holanda, bem mais ofensiva que Itália e Suécia, e liderada pelos excelentes Rijkaard e Bergkamp, a muralha parreirística tinha mostrado não ser imbatível. Sorte que Van Vossen completava o ataque laranja na quela oportunidade, e Branco estava iluminado. Estava na cara que não daria certo várias vezes seguidas. Só Parreira não percebeu o óbvio. Erro fatal. Logo aos sete minutos, Cafu carrega a bola com tranqüilidade até o meio, toca de lado para Gilberto Silva. Ele abre na meia para Ronaldinho que, de costas e de primeira, antes de tomar uma pancada de Dunga atrasado no lance, passa para Roberto Carlos que desce em velocidade e na diagonal. Ronaldo sai da área como pivô, recebe a bola, enquanto Mauro Silva dá o combate e Márcio Santos faz a cobertura. O centroavante domina, prende a gorduchinha por dois segundos, tempo suficiente para encontrar Rivaldo na meia da lua da grande área. Marcado por Aldair, o atleta do Barcelona recebe a bola e, com a sutilidade dos jogadores cerebrais acima da média, puxa para a direita e chuta, rasteiro, cruzado, no canto direito de Taffarel. O gol enterra os planos de Parreira. Seu time tem que avançar, mas isso não acontece. Quem recua é o Brasil 2002. O jogo fica chato. A posse de bola é de Zinho, Mazinho, Mauro Silva, mas, como os laterias não vão à frente e pelo meio, o time de Felipão se mostra impenetrável. Marcos não tem trabalho na etapa inicial. No intervalo, os torcedores de 94 pedem mudanças. Viola, Muller, Paulo Sérgio e um menino chamado de fenômeno tinham sido convocados. Do outro lado, não havia o que modificar. Como de costume, Parreira não faz alterações. O segundo tempo começa na mesma toada do anterior. Apenas Mazinho passara a ser mais meia que volante. Aos quinze minutos, o treinador dos que estão perdendo solta Branco para avançar. Aos dezoito minutos, ele chuta de muito longe e obriga Marcos a fazer sua primeira defesa. Mais três minutos, outra vez Branco, de fora da área, bate forte na bola. Ela vai em direção ao ângulo esquerdo de Marcos. O goleiro se estica além de suas possibilidades e consegue raspar dois dedos nela. A bola bate no travessão, quica no chão e Bebeto dá o peixinho. Marcos, caído e de costas, se levanta como se estivesse na capoeira e espalma para escanteio. Faz o milagre que entra para história. No próximo avanço de Branco, Cafu rouba a bola no meio, passa para Rivaldo que abre para Ronaldo na esquerda. Ele entra na área e, com um drible em direção à marca de pênalti, deixa Márcio Santos e Taffarel caídos. Trinta e sete minutos, gol aberto, segundo tento e a vitória próxima. Imediatamente, Mauro Silva e Mazinho são substituídos por Viola e Muller. Desnorteado, sem a posse de bola, aberto e com os veteranos desgastados, o Brasil 94 sofria com os contra-ataques do Brasil 2002. Num deles, aos quarenta e três, Ronaldinho dá um elástico em Dunga, próximo a grande área. O capitão do tetra perde a cabeça, apela e recebe o cartão vermelho. Roberto Carlos cobra a falta com muita força. Viola abre na barreira e Taffarel, impotente e imóvel, apenas observa ela explodir na rede. Três a zero. Felipão tira Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho que saem aplaudidos. Edílson, Luizão e o menino Kaká, futuro líder da seleção, têm o prazer de participarem por quatro minutos. Em ritmo de festa, nos acréscimos, Lúcio carrega a bola no ataque e perde para Zinho que lança o desaparecido Romário, sem culpa pois ficou isolado e não teve oportunidades. O baixinho, em velocidade, toca na saída de Marcos e desconta. Ele corre em direção ao gol para tentar reiniciar o jogo bem rápido. Quando pega a bola, faz o sinal da cruz e ouve o apito final. Venceu o time mais versátil e talentoso. Boa arbitragem, e resultado justo. *Victor Birner é comentarista da rádio CBN e integrante do "Cartão Verde" da Rede Cultura de Televisão, além de talentoso e caráter raro. Escrito por Juca Kfouri às 00h02[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A opção da platéia
* Por CONRADO GIACOMINI Por 43 votos (71%) a 11, faturou a seleção de 1958. Seis internautas escolheram o empate. As outras participações foram invalidadas.
A porcentagem dos que preferiram escrever a votar na enquete (que é a que, de fato, decide) é mais eloqüente do que a própria enquete que, com 1735 eleitores, deu 50% de preferência para a seleção de 1958, 43% para a de 1982 e 7% para o empate. Na classificação do júri, três seleções chegam à quinta e derradeira rodada com chances de conquistar o título. Entre os blogonautas, a decisão ficará para a última partida, entre os campeões de 1958 e os tricampeões de 1970. Tabela dos especialistas Pontos Ganhos Jogos Vitórias Empates Derrotas 1º. Brasil/1958: 10 pontos 4 3 1 0 2º. Brasil/1970: 8 pontos 4 2 2 0 - Brasil/1962: 8 pontos 4 2 2 0 4º. Brasil/1982: 5 pontos 4 1 2 1 5º. Brasil/1994: 1 ponto 4 0 1 3 6º. Brasil/2002: 0 ponto 4 0 0 4 Tabela do público Pontos Ganhos Jogos Vitórias Empates Derrotas 1º. Brasil/1970: 12 pontos 4 4 0 0 - Brasil/1958: 12 pontos 4 4 0 0 3º. Brasil/1962: 6 pontos 4 2 0 2 4º. Brasil/2002: 3 pontos 4 1 0 3 - Brasil/1982: 3 pontos 4 1 0 3 6º. Brasil/1994: 0 ponto 4 0 0 4 *Conrado Giacomini é o ombudsman deste blog e crê que Pelé faria mais de dois mil gols se atuasse no futebol de hoje.
Escrito por Juca Kfouri às 15h02[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Responda rápido
Daqui a uma hora, exatamente, às 15h, fecharemos a enquete sobre o jogo virtual entre as seleções de 1958 e 1982. Para aguardar a próxima partida, cuja simulação coube a Victor Birner, entre os times de 1994 e 2002, e que entrará no ar logo que o sábado nasça, vem aí uma outra enquete fora da Copa dos Sonhos II: Quem fez pior negócio? O Fluminense ao contratar Gustavo Nery, o São Paulo ao repatriar Carlos Alberto ou o Grêmio ao apostar em Roger? Acrescento agora, às 14h40, Léo Lima, contratado pelo Palmeiras. Há coisas que ainda acontecem no futebol que desafiam todas as lógicas. Ou não?
Escrito por Juca Kfouri às 13h59[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Rodada de estreantes
Anteontem, no Morumbi, foi Christian, que abriu o placar na boa vitória da organizada Lusa diante do bagunçado Santos e de 11.919 espectadores: 2 a 0. Além do belo uniforme, a Portuguesa mostrou personalidade de time grande e o Peixe, além do mais, deu azar, ao perder jogadores importantes por contusão. Ontem, Alex Mineiro fez dois na convincente vitória do Palmeiras sobre o Sertãozinho, depois de um primeiro tempo sem graça e sem gols, diante de 8.020 torcedores, em Barueri: 3 a 1. Alex Mineiro talvez tenha sido o goleador que faltou ao alviverde na temporada passada. Completo, o Verdão deve mesmo lutar pelo título. Já Adriano fez os dois gols da virada do São Paulo sobre o Guaratinguetá, o primeiro um golaço, daquelas varadas de que ele é capaz. Se no gol do time da casa houve falha de Rogério Ceni, no da vitória tricolor também o número 1 adversário falhou, sob os olhos de 13.777 torcedores: 2 a 1. E, no Morumbi, com o melhor público da primeira rodada do Campeonato Paulista (29.084 pagantes), depois de mandar duas bolas na trave, o Corinthians também se deu bem, com gols de Finazzi e animadora atuação do estreante Acosta, autor do passe para o segundo gol, de Dentinho, que dera o passe do primeiro e mudara a cara do jogo. O terceiro foi de pênalti, em Dentinho, também marcado por Finazzi: 3 a 0. Foi a melhor apresentação do Corinthians em muito, muito tempo, porque tem um time sério em campo e um técnico com idéias claras. Em tempo: o blogueiro segue em férias até o dia 25, mas, depois de só ter olhos para as duas netinhas durante o dia, dá para olhar um pouco para o futebol... A ponto, aliás, de ficar estarrecido com a equipe do Premiere (pagar-para-ver), que não entendeu por que o árbitro deu o pênalti com jogada já concluída, esquecida de que a bola estava em jogo, nas mãos do goleiro do Guarani. Escrito por Juca Kfouri às 00h02[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Anjos e demônios , no campo da imaginação (1958x1982)
Copa dos Sonhos II *Por ALBERTO HELENA JR. Sim, porque esse encontro entre as seleções brasileiras de 58 e a de 82 só pode se dar mesmo no campo virtual da imaginação, aquele de gramado impecável e uma legião de eleitos, todos purificados pela descida ao inferno mais profundo seguida da ascensão ao céu mais luminoso e azul. Azul e amarelo, as cores que vestiram essas duas equipes inesquecíveis, feitas de anjos e demônios. Anjos e demônios não assim separados, não, porque cada um dos 22 competidores é um pouco anjo, um pouco demônio. Ou essas duas entidades não se expressam claramente nas artes perpetradas por Garrincha, Didi, os dois Santos iluminados, Zito, Sócrates, Zico, Júnior, Falcão, Cerezo etc.? Assim, pois foi um jogo de infernal calor e de angelical refinamento, seja na disputa da bola, seja nos abençoados sortilégios produzidos quando a bichinha era dominada por este ou aquele. Ganhou o time de 58, por 5 a 2, placar emblemático na conquista da Suécia. Sócrates abriu a contagem, ao receber de Falcão na entrada da área e depois de tabelar de calcanhar com Zico. E Zico ampliou, cobrando falta no ângulo de Gilmar. Como resposta, em seguida, Didi meteu uma folha seca da entrada da área inimiga. O empate veio com Garrincha, que, depois de iludir cinco marcadores, descambando da direita para o centro, driblou Valdir Perez duas vezes, antes de empurrar a bichinha, com indisfarçável relutância, às redes. E os outros três? Ora, adivinhe. No primeiro dEle, começou com uma troca sonsa de passes com Didi, no círculo central; de súbito, parte acelerando o passo por ente Falcão, Cerezo, Oscar e Luisinho, para, na saída de Valdir, tocar por cima do goleiro. O segundo veio de jogada que começou com Ele na intermediária, abriu para Zagalo e foi colher de cabeça à saída de Valdir. O terceiro, Zito avançou pelo meio e tocou na área para Ele, cercado por cinco adversários, dois sobranceiros e o toque fatal. É que, entre tantos anjos e demônios, havia apenas um Deus: Pelé. *Alberto Helena Júnior é colunista do "Diário de S.Paulo" e comentarista do Sportv. É, também, simplesmente impecável.
Escrito por Juca Kfouri às 15h06[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A nova apuração
* Por CONRADO GIACOMINI Em virtude de suspeitas de fraude, já mencionadas abaixo pelo titular do blog, a primeira votação que deu vitória ao time do tetra foi cancelada. O novo sistema de enquete, adotado pelo UOL em seu portal, apesar de evidentemente mais seguro, não é 100% à prova de picaretagens, com o que contamos com a colaboração dos internautas. Que fique claro que não há interesse de ninguém Na segunda eleição, que contou com a participação de 2.900 pessoas, o onze liderado por Garrincha derrotou a equipe comandada por Romário: 57,24% a 37,38%. 5,38% optaram pelo empate. As classificações atualizadas são as seguintes: Tabela dos especialistas Pontos Ganhos Jogos Vitórias Empates Derrotas 1º. Brasil/1970: 8 pontos 4 2 2 0 - Brasil/1962: 8 pontos 4 2 2 0 3º. Brasil/1958: 7 pontos 3 2 1 0 4º. Brasil/1982: 5 pontos 3 1 2 0 5º. Brasil/1994: 1 ponto 4 0 1 3 6º. Brasil/2002: 0 ponto 4 0 0 4 Tabela do público Pontos Ganhos Jogos Vitórias Empates Derrotas 1º. Brasil/1970: 12 pontos 4 4 0 0 2º. Brasil/1958: 9 pontos 3 3 0 0 3º. Brasil/1962: 6 pontos 4 2 0 2 4º. Brasil/2002: 3 pontos 4 1 0 3 - Brasil/1982: 3 pontos 3 1 0 2 6º. Brasil/1994: 0 ponto 4 0 0 4 *Conrado Giacomini é o ombudsman deste blog e agradece ao leitor Cristiano Bertoni pelo alerta.
Escrito por Juca Kfouri às 15h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Atenção!
Já está no ar a enquete sobre o jogo entre as seleções de 1962 e 1994. É só votar no canto esquerdo do blog. A enquete ficará no ar até às 15h de amanhã, quando será substituída pela do jogo entre os times de 1958 e 1982.
Escrito por Juca Kfouri às 19h24[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Resultado sob suspeita
Há, de fato, como alertaram alguns blogonautas, claros indícios de que houve uma brincadeira de alguém para falsear o resultado do jogo entre as seleções de 1962 e 1994. Por isso, mudaremos o sistema de votação já para o próximo jogo (1958 x 1982), que entrará só no meio da tarde de amanhã. E, mais: submeteremos novamente o jogo entre 1962 e 1994 ao voto dos internautas, em sistema que permite apenas um voto por IP, e que aparecerá no canto esquerdo do blog. A nova votação deverá começar por volta das 10h de amanhã, até às 15h, quando entrará no ar o comentário de Alberto Helena Jr. sobre o hipotético encontro entre as seleções de 1958 e 1982. Parece mentira que até em torno de uma brincadeira seja necessário tomar esse tipo de cuidado. Mas estamos no Brasil... Escrito por Juca Kfouri às 14h55[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Um torneio que promete
E começa hoje o Campeonato Paulista. Para agradar os românticos, começa no lugar mais apropriado do mundo, na lendária rua Javari. Mas é inegável que o Paulista começa repleto de promessas, a ponto de interromper as férias do blogueiro pelo menos por um dia. O favorito São Paulo promete apagar a má impressão deixada no ano passado, quando foi surpreendentemente goleado pelo São Caetano nas semifinais, algo até hoje engasgado na goela do guloso Muricy Ramalho. São Paulo que age no limite da irresponsabilidade, confiante demais em seu taco ao trazer alguém tão problemático como Carlos Alberto, embora tenha acertado em todas as demais novidades. Longe de ser pipoqueiro, o jogador está também distante de ser o guerreiro que a direção tricolor diz querer para jogar a Libertadores. A maior ameaça ao São Paulo está do outro lado do muro de seu CT: o time de aluguel do Palmeiras, aposta mais eleitoral do que sinal da modernização que se esperava da nova direção alviverde. A jogada de risco é até compreensível e um título paulista pode dar ao Palmeiras a tranqüilidade que a oposição revanchista e sem escrúpulos insiste em negar ao Palestra, mas de nada adiantará uma conquista estadual se não houver continuidade e nada indica que haverá. Na busca de uma conquista, a verdade é que o Palmeiras abdicou de sua soberania e hoje tem diversos comandantes, coisa impensável na casa do rival do Morumbi. Depois vem o Santos, vítima do desmonte típico do vendaval que caracteriza o estilo de quem lhe deu o bicampeonato paulista. O tri, que seria uma novidade jamais vista por quem nasceu de 1970 em diante (o Santos foi o último tricampeão, em 1969), é desafio que nem o rei dos animais parece ter como obter na terra arrasada que herdou de seu antecessor. E tem o Corinthians, que aproveitará o estadual para treinar com vistas à façanha que faria deste 2008 com cara de limão o ano de uma doce limonada: ganhar a Copa do Brasil. Porque subir de volta à elite nacional parece favas contadas, tamanha a disparidade de seu poderio em relação aos concorrentes. Mesmo que não seja o campeão da Série B, ficar entre os quatro, de fato, é obrigação. Ser campeão da Copa do Brasil, portanto, seria o máximo, por garanti-lo na Libertadores, um dos objetivos da Série A, e o que lhe daria a chance de disputar a Segunda Divisão em clima de festa permanente, tantas deverão ser as suas vitórias. Claro que o Inter, principalmente, e o Palmeiras, aparecem como melhores candidatos na Copa do Brasil, ainda mais que este alvinegro se afigura muito mais um time de gladiadores do que de fino trato, bem ao estilo de Mano Menezes e, para falar a verdade, bem ao gosto da Fiel. Teremos ainda uma Portuguesa devidamente ressuscitada e bem organizada, além de um Moleque Travesso que virou Velhinho Transviado, a julgar por alguns de seus reforços, como o velho Vamp. Ou seja: brindemos o aperitivo da temporada de 2008. Tintim! Escrito por Juca Kfouri às 14h38[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Apuração concluída
*Por CONRADO GIACOMINI Na maior zebra da Copa dos Sonhos II até aqui, em espetacular virada, os tetracampeões atropelaram os bicampeões nas duas últimas horas da enquete:
Quatorze internautas votaram no empate e os demais votos foram cancelados. Com a vitória, o time de Parreira deixa a lanterna da classificação do público.
Entre os jurados, a primeira colocação é dividida entre o Brasil de 1970 e o Brasil de 1962. Tabela dos especialistas Pontos Ganhos Jogos Vitórias Empates Derrotas 1º. Brasil/1970: 8 pontos 4 2 2 0 - Brasil/1962: 8 pontos 4 2 2 0 3º. Brasil/1958: 7 pontos 3 2 1 0 4º. Brasil/1982: 5 pontos 3 1 2 0 5º. Brasil/1994: 1 ponto 4 0 1 3 6º. Brasil/2002: 0 ponto 4 0 0 4 Tabela do público Pontos Ganhos Jogos Vitórias Empates Derrotas 1º. Brasil/1970: 12 pontos 4 4 0 0 2º. Brasil/1958: 9 pontos 3 3 0 0 3º. Brasil/2002: 3 pontos 4 1 0 3 - Brasil/1982: 3 pontos 3 1 0 2 - Brasil/1962: 3 ponto 4 1 0 3 - Brasil/1994: 3 pontos 4 1 0 3 Na quinta-feira, finalizando a quarta rodada, Alberto Helena Júnior examinará a contenda entre as seleções de 1958 e 1982. *Conrado Giacomini é o ombudsman deste blog e se considera uma pessoa pior por não ter visto Mané Garrincha jogar.
Escrito por Juca Kfouri às 00h02[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Extra!Extra!Extra!
Interrompo minhas férias para informar que acaba de nascer Julia, tão linda como a irmã Luiza. Tem 49 centímetros e quase três quilos. Passarei os 10 dias que ainda restam das férias apenas curtindo as duas netinhas. E agradeço antecipadamente pelos parabéns. De fato, merecemos.
Escrito por Juca Kfouri às 16h42[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E Romário se apaixonou por Mané (1962 x 1994)
Copa dos Sonhos II *Por LUIZ ZANIN Na véspera do jogo, Garrincha achou Aymoré Moreira meio preocupado. "O que foi, seu Aymoré?". "Nada não, Garrincha. É que esse time de amanhã é meio enjoado, eles se defendem bem e também tem dois atacantes perigosos. Conto com você para chegar à linha de fundo e cruzar para o Vavá, viu Mané?". "Dois só no ataque?", estranhou Mané. "E isso lá é futebol? Pode deixar, seu Aymoré". E, repetindo a velha piada: "Mas o senhor já combinou com eles?". O técnico riu. Mané também. Mas não foi fácil como pensara Mané Garrincha, que passou a noite sonhando com mulheres e passarinhos. Branco marcava duro e tinha sempre alguém na cobertura. O adversário não era bobo. E, do outro lado, o "professor" Parreira tinha avisado para ficar de olho naquele ponta-direita endiabrado que, inclusive, andava exibindo uma variedade de jogadas de que ninguém suspeitava antes. Fizera até gol de cabeça e mesmo de perna esquerda. Todo cuidado era pouco. Também pedira para pressionar o meia Didi, que não o deixassem livre para fazer lançamentos. E nem fizessem falta perto da área, porque havia uma tal de "folha seca" difícil para qualquer goleiro, mesmo que fosse um Tafarel. E assim a equipe de 1994 conseguiu equilibrar o jogo no meio de campo e, numa bobeada, Romário escapou e deu a Bebeto, que chutou. Teria sido gol, não fosse o goleiro chamar-se Gilmar dos Santos Neves, que espalmou para escanteio. Foi a melhor chance da turma de 94 se colocar em vantagem. Porque, pouco a pouco, o meio de campo com Zito e Didi, e mais o falso ponta Zagalo começou a dominar o setor. Numericamente eram inferiores no setor, mas Zito era um leão que valia por dois. Ou três, dependendo da forma de cálculo. Didi começou a criar e, numa brecha, lançou Mané em velocidade. Branco vacilou e tentou acompanhar. Mané fez que ia, não foi e acabou indo. O lateral caiu de bunda, Márcio Santos tentou consertar, mas Garrincha chegou em velocidade à linha de fundo e cruzou para trás. Vavá passou pela bola, mas Amarildo chegou pela esquerda e chutou cruzado, sem chance para Tafarel. Com o placar contrário, a seleção de 1994 voltou para o segundo tempo mais ofensiva. Bebeto e Romário criaram boas oportunidades, mas não conseguiram marcar. O jogo ficou mais aberto. E, em jogo aberto, prevalece o time mais ofensivo. Garrincha deitou e rolou. Branco teve uma tarde inesquecível, lembrando-se que pesadelos também podem ser inesquecíveis. O golpe de misericórdia veio num passe de Zagalo a Amarildo, que deu a Vavá e este a Garrincha. Quando todos pensavam que fosse sair pela direita, Mané saiu pela esquerda e chutou. No ângulo, sem defesa. Depois foi só tocar a bola e esperar o tempo passar. Mesmo assim, a seleção de 62 ainda teve boas chances de marcar, desperdiçadas por Vavá e Garrincha. Amarildo queria mais um, mas chutou na trave. Do outro lado, Romário e Bebeto fizeram o que puderam, mas a defesa estava em dia inspirado e, quando conseguiam alguma coisa, esbarravam em Gilmar. 2 a 0. E foi pouco. Na saída, Romário e Garrincha trocaram as camisas. Romário comentou: "Peixe, você bate um bolão. Não quer jogar no meu time?" Garrincha sorriu e nem respondeu. Já estava pensando em outra coisa, porque futebol também tem hora. Depois do jogo ficaram amigos e várias vezes foram vistos juntos na noite carioca. Os times Brasil de 1962: Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagalo; Garrincha, Vavá e Amarildo. Técnico: Aymoré Moreira Brasil de 1994: Tafarel, Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Dunga, Mauro Silva, Zinho e Mazinho; Romário e Bebeto. Técnico: Carlos Alberto Parreira Gols de Amarildo aos 37' do primeiro tempo e Garrincha aos 23' do segundo. *Luiz Zanin é colunista de "O Estado de S.Paulo" e um mestre com as palavras. Escrito por Juca Kfouri às 00h03[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A opinião da galera *Por CONRADO GIACOMINI
Os heróis da Copa do México confirmaram o favoritismo e derrotaram o time vitorioso no Mundial da Ásia: A seleção do tri chega à última rodada da Copa dos Sonhos II com 100% de aproveitamento na classificação da platéia. Na chave do júri eleito pelo blog, a equipe de Pelé, Gérson, Rivellino e Tostão lidera, mas a apenas um ponto do Brasil de 1958. Tabela dos especialistas Pontos Ganhos Jogos Vitórias Empates Derrotas 1º. Brasil/1970: 8 pontos 4 |