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Aos navegantes
O que este blog me ensinou sobre a miséria humana é uma grandeza. Como tem gente incapaz de entender uma brincadeira, mesmo em se tratando de futebol. E como tem gente que acaba enchendo a bola de quem deveria ignorar, para, ao menos, não passar recibo. É fabuloso e hilariante. E como tem gente covarde também, que sabe com quem ou de quem está falando, embora o inverso não seja verdadeiro. Teve até quem, a propósito de criticar Washington Olivetto, fez referência ao drama pessoal que ele viveu anos atrás. Tenho pena dessa gente. Em tempo: posso até lamentar, mas o país inteiro fala muito mais da possível queda do Corinthians do que, por exemplo, da provável classificação do Palmeiras à Libertadores. E jornalista não briga com os fatos. Escrito por Juca Kfouri às 21h35[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O mundo dá voltas
Por LUIS FELIPE DOS SANTOS Causava inveja em muita gente. Foi vendida para uns paulistas metidos à besta por um cara que falava inglês, de nacionalidade indefinida, e que garantiu ser o melhor carro de todos. Botou gasolina, rodas de liga leve, bancos de couro, fez realmente um lindo carro. Contra vários ônibus. Como todos sabemos, um carro esporte sempre vai levar vantagem contra ônibus. Um carro esporte da Mercedes, mais ainda. Um carro esporte todo reformado, nos trinques, e com a marca da Mercedes? Sem chance para os outros. Quem liderava era um ônibus vermelho. Humilde, vindo do Sul, dirigido por um visionário, co-pilotado por um cara meio turrão e com uma equipe média, mas ajustadinha. Era levada adiante com muita fé, coração e garra da sua torcida, que nunca deixava de acreditar. O ônibus vermelho perdeu a liderança para a Mercedes por causa das duas baterias. A disputa seguia acirrada, quando em uma determinada bateria, o ônibus vermelho emparelhou com a Mercedes. Quando iria fazer a ultrapassagem, a direção da prova deu a bandeira amarela e proibiu a manobra. E o dono da Mercedes respondeu, com enorme prepotência: "Infelizmente, tem gente que pode ter uma Mercedes, enquanto outros precisam andar de ônibus pela vida toda" O tal do ônibus vermelho carrega na frente uma coroa, pois ganhou outras corridas pela América e pelo Mundo. Segue faceiro seu rumo, sem muito compromisso, quando olha para o lado e vê, na grama, um carro bem conhecido. Não consegue sequer completar a prova. Está prestes a sair da corrida. Ainda dá tempo para bater o carro azul, mas ninguém acredita que ela consiga sair da areia. Escrito por Juca Kfouri às 16h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Vôlei masculino se garante em Pequim
E foi fácil. O Brasil acaba de vencer a Rússia por 3 a 0 e garantir vaga nas Olimpíadas de Pequim: 25/22, 25/23 e 25/18. A não ser no segundo set, quando os russos deram um certo calor, em nenhum momento o time de Bernardinho teve seu triunfo ameaçado. Com o mais importante assegurado, o sexteto brasileiro garante o título da Copa do Mundo no Japão com uma vitória sobre os donos da casa neste domingo, às 8h30. E deve consegui-la sem maiores dificuldades. Em situação difícil quem ficou foi o extraordinário levantador Ricardinho, cuja falta foi fatal apenas na primeira partida, quando os Estados Unidos venceram o Brasil. De lá para cá, os brasileiros enfileiraram uma série de nove vitórias esmagadoras, sem perder nem sequer um set, para mostrar que podem superar também a sua ausência.
Escrito por Juca Kfouri às 07h09[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Gebran, o gênio
Frase do brilhante vice-presidente de futebol do Corinthians, Antoine Gebran: "Se perdermos e cairmos vamos ter de desembarcar no Líbano." Escrito por Juca Kfouri às 19h50[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Preto no branco!
Frase do publicitário, Washington Olivetto, autor de "É preto no branco": "Se o Corinthians cair, o Campeonato Brasileiro é que estará rebaixado." Escrito por Juca Kfouri às 19h38[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Acredite se quiser
O canal Sportv está transmitindo, ao vivo, direto de Porto Alegre, o treino do Corinthians no Beira-Rio. Repita-se: o treino é do Corinthians, não da Seleção Brasileira. Escrito por Juca Kfouri às 17h51[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Carta ao Papai Noel
Por ROBERTO VIEIRA* Querido Papai Noel, Como vai? Eu vou mais ou menos. Na escola e aqui em casa disseram que o senhor não existe. Nem o senhor nem o menino na manjedoura. O que me deixa praticamente sem opções. Desculpe o termo, mas me deixa num mato sem cachorro. Não acho que deveria gastar um pedido com jogo de futebol. Existem coisas mais importantes no mundo. A asma da Isabel, o câncer da vovó e o Duque que foi atropelado e agora anda em três pernas. Todos sofrem muito. Eu? Eu vou mais ou menos, Papai Noel. Mas, voltando ao assunto, venho por meio desta, solicitar, caso o senhor exista, um presente de Natal antecipado. Me disseram que o pessoal aí do céu ouve sempre os pedidos dos inocentes. Não! Não é um ursinho de brinquedo. Nem um avião. Por que é que Papai Noel vive pensando que gente pequena só pensa em urso e avião? É outra coisa. Sabe o que é, Papai Noel? É que sempre quando o Corinthians perde, o papai enche a cara. Chega em casa zangado, xinga vovó, tranca Isabel no quarto e bate em mim. Até um tempo atrás dava pra agüentar. O Corinthians vencia mais do que perdia. Mas esse ano foi um ano muito triste aqui em casa. Mamãe foi morar com o menino da manjedoura. Acho que foi desgosto, embora o doutor tenha falado em enfarte. Mamãe defendia a gente, Papai Noel. E agora a gente não tem ninguém que olhe por nós. Vovó já está de partida também, Papai Noel. Mais dia, menos dia. Então meu pedido, se é que o senhor existe, é que eu queria que o Corinthians ganhasse do Grêmio no domingo. Se possível, que o Corinthians ganhasse sempre, Papai Noel. Não é por mim. Eu já me acostumei a apanhar. Mas Isabel tem medo de escuro. E mamãe, quando disse adeus, pediu pra eu tomar conta dela. Obrigado pela atenção, Papai Noel, Sei que o senhor vai fazer o possível. João Pedro PS: Se não der, fique tranqüilo. Eu já tenho sete anos. Entendo que tem criança dos outros times pedindo a mesma coisa. *Roberto Vieira é médico e escritor pernambucano. 43 anos. Alvirrubro e Beatlemaníaco desde que se conhece por gente. Foi alfabetizado com a revista Placar e os livros de Monteiro Lobato. Tom Jobim também é fundamental...
Escrito por Juca Kfouri às 17h03[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O domingão do Brasileirão
Escrito por Juca Kfouri às 00h06[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
São Paulo, campeão da série C de 2010
Por RODRIGO GUIDI* Este título nós dedicamos ao professor Oswaldo de Oliveira (melhor técnico que passou pelo Morumbi). Dedicamos ao time de 2008 que após o pentacampeonato brasileiro em 2007 não passou da primeira fase da Libertadores no ano seguinte e caiu para a série B. Sem eles, nada disso seria possível. Vencer o ABC de Natal e o Barras do Piauí na final. Impossível. Quando o Hernanes fez o primeiro gol contra o América-RN na "final" de 2007 confesso que acreditei que ninguém pararia o São Paulo e que seríamos tetra da América e do Mundo em 2008. Comprei mais duas camisas do time. Uma listrada (meu sonho de consumo) e uma do Rogério "Air" Ceni, o maior ídolo do clube. Gozei muito da cara dos corintianos que caíram para a Série B em 2007 (mesmo com a mediocridade goiana e paranista). Foi muito melhor do que comemorar o penta. Não acreditava que o futebol brasileiro estava entrando em férias e só veria a máquina tricolor no Paulistão daquele ano. 2008 começou como terminou 2007 e vencemos mais um Estadual com uma goleada acachapante de 7x0 no Corinthians, que ainda juntava os cacos do rebaixamento em 2007. E de repente, começamos a perder. Porque na verdade o futebol brasileiro não tem nenhum supertime. Nem mesmo o São Paulo é imbatível. Para nossa tristeza a má campanha na Libertadores custou a cabeça de Muricy que foi para o Timão. Sem o dinheiro da competição, Juvenal Juvêncio teve que vender as estrelas do time para a Europa e para outros clubes do Brasil. A arquibancada do Morumbi ruiu, mas diferentemente do que ocorrera na Fonte Nova, ninguém se feriu, pois o Tricolor já não levava torcida ao seu estádio. Sem dinheiro para reformar a arena que sediaria a Copa de 2014, começou a deterioração do local, que precisou ser vendido à iniciativa privada. Para tristeza da nação tricolor. A empresa que comprou o Morumbi demoliu o estádio (e a história tricolor) e construiu no local um condomínio de alto luxo. Começamos a mandar nossos jogos na rua Javari e em estádios do interior e após cair para a série B, fizemos péssima campanha, sendo rebaixados em 2009 para a série C junto com Gama, Santo André e Juventude. Uma parceria desastrosa visando o retorno à elite acabou com o que havia sobrado do elenco que contava em 2009 com Rogério Ceni (o eterno), Richarlysson, além de Vizoli, Zé Teodoro e Pintado (que voltaram a jogar para ajudar o ex-clube). Com um time de garotos conseguimos voltar à série B, depois de duas batalhas em Natal e Teresina, onde só ganhamos com a ajuda da arbitragem e a complacência da CBF que entendeu que um pentacampeão brasileiro não poderia ficar no limbo. Mas não é hoje, com a série C nas mãos, não é hoje que devemos esquecer o passado. Obrigado Professor Oswaldo, que esteve conosco em tantos momentos difíceis. Este título também é seu. Rogério Ceni *Rodrigo Guidi é jornalista, sãopaulino e repórter do Jornal de Piracicaba, interior de São Paulo. Escrito por Juca Kfouri às 23h14[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Réquiem para a CBF
Ontem foram realizados três jogos da Série A do Campeonato Brasileiro. Em nenhum deles foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos sete mortos na tragédia da Fonte Nova. Escrito por Juca Kfouri às 19h33[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Corinthians, Bicampeão Mundial de Clubes 2011
Por ROBERTO VIEIRA Este título nós dedicamos ao Professor Nelsinho. Dedicamos ao time de 2007 que caiu para a segunda divisão do Brasileirão. Sem eles, nada disso seria possível. Vencer o Boca em La Bombonera. Vencer o Milan em Yokohama. Impossível. Quando Allan Kardec marcou aquele gol espírita no Pacaembu. Uma bola que tocou no zagueiro e enganou Felipe. Quando o Grêmio nos goleou no Olímpico, eu confesso, quase desisti. Quando o Goiás venceu o Internacional com um gol contra aos 47’ do segundo tempo, chorei. Guardei minha camisa no guarda-roupa. Agüentei calado as gozações dos palmeirenses nos sinais de trânsito. Quis aprender a jogar peteca. Durante um bom tempo não queria nem ouvir falar em futebol. Durante uns 30 dias. Até começar o paulistão. Então veio aquele comichão. Aquela febre. E tudo recomeçou. Foi cada jogo de perder a cabeça. Pensei que a gente ia cair para a Série A-2. Mas não caímos. E de repente, começamos a ganhar. Porque na verdade o futebol brasileiro não tem nenhum supertime. Nem mesmo o São Paulo. São Paulo que começou a perder e mandou Muricy Ramalho embora. Sorte nossa que o Muricy veio pra cá. A rapaziada era boa. A sorte voltou a nos ajudar. Não vale a pena lembrar tudo que passamos. A história já registrou tudo em DVD. ‘As Batalhas do Parque São Jorge’. Parque São Jorge que foi implodido ontem para dar lugar ao estádio da Copa de 2014. Ficar no meu clube de coração foi a melhor escolha possível. Graças a Deus prolonguei meu contrato em 2007, mesmo com todo mundo me chamando de louco. Mas não é hoje, com a Copa Toyota nas mãos, não é hoje que devemos esquecer o passado. Obrigado Professor Nelsinho. Nelsinho que esteve conosco em tantos momentos difíceis. Este título também é seu. Lulinha Escrito por Juca Kfouri às 13h33[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E ficou tudo para a última rodada.
Só no domingo saberemos quem ocupará a vaga que resta na Libertadores, as duas valas que sobram no rebaixamento e os lugares que restam aos que vão à Copa Sul-Americana. A penúltima rodada foi fechada ontem com muita gente em três estádios: mais de 40 mil no Mineirão, mais de 34 mil no Pacaembu e e mais de 12 mil em Floripa. Só a torcida corintiana saiu triste, com a derrota para o Vasco, porque tanto o alvinegro mineiro como o catarinense se deram bem. A média de público da 37a. rodada ficou em 28.510 pagantes por jogo e 3,1 gols por partida. Palmeiras, por uma vitória, Cruzeiro e Grêmio, lutam pela vaga na Libertadores, com mais chance para o Palmeiras, que pega o Galo no Palestra Itália, embora tenha de vencer, porque o Cruzeiro tem o fácil América pela frente, no Mineirão. O Grêmio deve vencer o Corinthians, mas nem assim irá à Libertadores. Corinthians, Goiás e Paraná Clube lutam para fugir do rebaixamento. Corinthians e Paraná Clube estão condenados a serem derrotados fora de casa por Grêmio e Vasco. Só que nada garante que o Goiás, que recebe o Inter, vá vencê-lo, ao contrário, deve perder, com o que cairá. Botafogo, Galo, Figueirense, Vasco, Sport e Atlético Paranaense brigam pelas vagas na Sul-Americana. Mesmo com o campeão conhecido com tanta antecedência, o Brasileirão terá um fecho de ouro e com todos os jogos no mesmo dia, domingo, na mesma hora, 16h. Escrito por Juca Kfouri às 01h27[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Só o Corinthians não se ajudou
Num jogo tenso como tinha de ser e com a Fiel tentando jogar mais que o time, o Corinthians dominou o primeiro tempo, mas teve apenas uma chance de gol, numa cabeçada de Fábio Ferreira bem defendida por Cássio, aos 28 minutos. Só que as melhores oportunidades foram criadas pelo Vasco. Aos 18 minutos, por exemplo, Morais fuzilou pela esquerda, Felipe defendeu apenas parcialmente e a bola entraria não fosse o o ex-vascaíno Fábio Braz tirá-la perto da linha fatal. No último minuto, Felipe teve de se virar duas vezes no mesmo contra-ataque carioca. Primeiramente ao espalmar um chute cruzado de Leandro Amaral, pela direita e, depois, ao tirar com o pé o rebote que sobrou para arremate de Guilherme. O 0 a 0 era justo, mas ruim para ambos. Enquanto isso, no Mineirão, o Galo saía na frente do Goiás, com Marinho, aos 24, num jogo equilibrado e apenas sofrível. Ao fazer a linha de impedimento, no entanto, em cobrança de falta por Paulo Baier, o Galo sofreu o empate, na cabeçada bem desviada por Harison, aos 28. O placar também era justo e melhor para o Goiás. Em Floripa, em jogo que o blog não acompanhou, Figueira e Timbu ficavam no 0 a 0. E vieram os segundos tempos de mais sofrimento para os alvinegros paulistas e esmeraldinos goianos. Logo aos 3 minutos, o menino Éverton, que joga muito mais que Gustavo Nery, deu o gol para Arce, que chutou por cima, miseravelmente. Aos 5, Éverton, que não foge do pau como Gustavo Nery, pegou um belo chute de fora da área, mas por cima. Aliás, pelo lado direito, Amaral também, mostrava muito mais serviço do que o estabanado Iran. Mas o 0 a 0 permanecia, para desespero corintiano. E Leandro Amaral, aos 10, exigiu nova intervenção, sem maiores dificuldades, de Felipe. A Fiel empurrava, mas o time, muito limitado como se sabe, não conseguia transformar o apoio em superioridade. Na hora agá, a finalização saía fraca ou torta ou ambas as coisas. E tecnicamente, sem dúvida, por mais que seja nenhuma maravilha, ao contrário, o Vasco é melhor. Aos 19, Alan Kardec recebe o cruzamento de Guilherme, cabeceia, a bola ainda desvia em Fábio Ferreira e o Vasco fazia 1 a 0. Em Belo Horizonte, o Galo dominava, mandava bola na trave, mas não desempatava e ainda corria riscos nos contra-ataques goianos. O Corinthians voltava à Z-R, atrás do Goiás, e o Vasco entrava na Sul-Americana, assim como o Figueirense, que fazia 1 a 0 no Náutico. Nelsinho em vez de tirar Arce em péssima noite e tentar algo com o tosco Clodoaldo, tirou Amaral e botou Heverton em campo. Danilinho botava o Galo na frente, aos 30, e tirava o Corinthians da Z-R outra vez. Vampeta entrava em campo no Pacaembu, no lugar de Carlos Alberto. Que situação! Marinho fazia 3 a 1, aos 34, para o Galo, que cumpria sua parte. O Náutico se salvava, mesmo com a derrota, já por 2 a 0 para o Figueira. O Corinthians que vai ao Olímpico enfrentar o Grêmio, o Goiás que recebe o Inter e o Paraná Clube que vai a São Januário enfrentar o Vasco, deixavam para a última rodada para não cair. Em São Paulo, Dentinho dava lugar a Wilson. O Corinthians errava tudo e Leandro Amaral só não aumentou porque Felipe, para variar, evitou. A Fiel bem que tentou, mas não há quem faça o time corintiano jogar. Aos 39, Wilson ainda acertou a trave do Vasco, num lance isolado. Vampeta errava passe em cima de passe, caricatura do Corinthians 2007, que merece cair, por mais que os outros o ajudem. O Galo, por exemplo, ainda fez 4 a 1 com Éder Luís neste péssimo Goiás. Que é até capaz de perder para o Inter no Serra Dourada para deixar o Corinthians na Primeira Divisão, se o Paraná não ganhar do Vasco. Porque é óbvio que o Grêmio ganhará do Corinthians, que aos 44 viu Fábio Braz perder gol na cara de Cássio. Corinthians de várzea, usando gandula para atrapalhar contra-ataque do Vasco. Uma lástima! Uma vergonha... Que ironia: o Corinthians depende do Inter, aquele, de 2005... Escrito por Juca Kfouri às 23h47[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O apelo poético de um corintiano
Desde 1910 Nosso destino Era evidente Bataglia era O sobrenome Do primeiro presidente Tivemos nosso primeiro ídolo O saudoso Neco, Comemoramos muito os 254 gols do Teleco. Por ali muitos passaram, Para a nossa vida alegrar Servilio, Baltazar, Luizinho Polegar Em 1954 ano extraordinário ganhamos em cima do Palmeiras o quarto centenário. Vimos o crescimento De um nobre menino Seu nome: Roberto Rivelino Que mesmo sem ter Ganhado um título Muitos o consideram Como um dos mais ilustres filhos com belos gols, jogadas de brilho. Em 1976 Invadimos o Maracanã Do Brasileirão passamos perto Que só veio em 1990 com o Neto. Em 1977 bem que podia ser no Pacaembu, mas foi em um Morumbi lotado que quebramos um tabu. Novos tempos começaram mas sempre com muita emoção E com muito sabor Acompanhamos o Timão Vimos um Doutor com muita alegria Com nome de filósofo nascido No berço da democracia. Que no Parque São Jorge Na década de 80 também nasceu Bons tempos aqueles, diz alguém que Naquela época viveu. Mais três brasileiros, alguns paulistas Parceiros estrangeiros. Hoje vivemos dias de desespero Estamos lutando para não cair Vamos Corinthians Não deixem mais Te chamarem de faz me rir. Por VINÍCIUS BACELAR Escrito por Juca Kfouri às 17h33[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Cair ou não cair, eis a questão
É claro que a noite de hoje reserva preocupações para a torcida do Náutico, que joga contra o Figueirense, em Floripa, e ainda pode cair. E reserva muito mais preocupação para a torcida do Goiás, ameaçadíssimo pela degola, no Mineirão, contra o Galo. Mas o jogo da noite é o do Pacaembu, entre Corinthians e Vasco, dois tetracampeões brasileiros. Os dois sob risco do rebaixamento, embora o risco paulista seja alarmante e o carioca muito remoto. Vitória do Corinthians e derrota do Goiás e os goianos estarão rebaixados, assim como o Paraná Clube. Corinthians sem Zelão, sem Moradei, que vinha jogando bem, e sem seu artilheiro Finazzi. Lacunas preenchidas pelas ausências, também, de Iran e Gustavo Nery, felizmente, para a Fiel, machucados. O Goiás acusa o árbitro que apitará em São Paulo de ser dono de uma franquia da escolinha do Corinthians, em Brasília. Ele nega, diz que é de um amigo e o fato é que apitou três jogos do alvinegro neste ano, com dois empates e uma derrota corintiana, exatamente contra o Vasco, no primeiro turno, em São Januário. O Vasco terá a volta de Morais, depois de cinco meses e não só não pensa em rebaixamento como almeja a Copa Sul-Americana. Vai sair faísca no Pacaembu, com lotação de 33 mil torcedores já esgotada. Escrito por Juca Kfouri às 00h12[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Do 'blog do Boni'*
TV: RADIO COM IMAGEM Li o bloglog do meu amigo Alex Periscinoto e gostei muito da abordagem dele sobre esse assunto. Me veio a memória narradores notáveis do começo da televisão como Raul Tabajara na TV Record-SP e Moacyr Pacheco Torres na TV Paulista, que lidavam com maestria com o veículo. Lembrei-me também de um episódio da época de censura pesada, que aconteceu comigo e com o Borjalo. Estávamos no final do ano apresentando aos censores um dos primeiros especiais de Roberto Carlos - que mais tarde se tornaria uma tradição. Um dos censores, um militar , implicou com as roupas do grupo de bailarinas e elas apareciam várias vezes no programa. Ele exigia a eliminação de todas as cenas das moçoilas. O Borjalo argumentou : - Não vai sobrar nada. Não vai ter programa. Não dá mais tempo para gravar tudo de novo. E o censor retrucou:- O que interessa é o que ele está cantando. Tirem essas imagens, botem uma foto no lugar e pronto. O Borjalo coçou a cabeça e mandou:- Parabéns, coronel. O sr... acaba de inventar o RÁDIO. A gargalhada foi geral. O próprio censor riu da besteira que havia dito e acabou liberando o show do Roberto. O que importa mesmo é a velha história: UMA BOA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS. TV é imagem. Som é indispensável mas pausas, tom, dinâmica e volume tem que receber cuidados especiais. Podem valorizar ou destruir qualquer coisa que se pretenda comunicar. O esporte na televisão é um belo exemplo, como aponta o Alex. É rádio de má qualidade. Gritaria. Falatório. Alguns narradores, os nervosinhos, chegam a engasgar com as próprias palavras e até perder, de forma aflitiva, o fôlego. Não respiram e não nos deixam respirar. Não entendem que na televisão não é necessário preencher todos os espaços. Não dão um minuto de sossego para nossos ouvidos e enchem nosso saco com inutilidades. Isso quando não ficam batendo papo entre eles, narradores, comentaristas e o diabo a quatro. Que se dane o telespectador que não pode participar da conversa. Mas a gritaria não está somente no esporte. Está nas chamadas de programas das emissoras, nos comerciais de varejo, nos programas de auditório e até nas novelas. Por favor, baixem o tom. Não gritem com o pobre telespectador. Ele não fez nada.
Boni é José Bonifácio de Oliveira Sobrinho e, para simplificar para os mais jovens, é simplesmente o "inventor" da TV Globo. Escrito por Juca Kfouri às 00h11[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A ausência de Hernanes
Há quem estranhe que Dunga tenha convocado Breno e deixado Hernanes de fora da seleção olímpica que disputará o último jogo do ano, no Engenhão, contra a seleção dos melhores do Brasileirão. A razão provavelmente está em que Dunga já conhece o resultado da votação, que deve ter resultado em Hernanes entre os onze melhores do campeonato e Breno não. Escrito por Juca Kfouri às 17h24[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
No 'Estadão' de hoje
Teixeira se irrita e foge do assunto Por BRUNO LOUSADA e SILVIO BARSETTI O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, negou-se ontem a falar sobre a tragédia da Fonte Nova. Pior: ficou irritado e agressivo com as perguntas sobre o caso, feitas durante encontro com o prefeito do Rio, César Maia, no Palácio da Cidade. "Situação desagradável, estamos pesarosos pelos resultados, mas, enfim, vamos esperar os levantamentos que estão sendo feitos??, alegou o cartola. "Vocês não têm outro assunto? Não querem falar de futebol, não? Tem que ser só do acidente, que todo mundo sabe que não teve relatório ainda. Eu não recebi nenhum relatório e não posso adiantar mais do que vocês viram pela televisão." Nota deste blog: Homem sensível, o presidente da CBF... Escrito por Juca Kfouri às 11h26[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
É hora de processar os responsáveis pela tragédia da Fonte Nova
Não adianta agora falar em demolição da Fonte Nova, como falou o governador da Bahia, Jacques Wagner. Nem em último jogo na Fonte Nova, como disse o ministro do Esporte, o baiano Orlando Silva. Não adianta ninguém se fazer de desentendido, como Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Ou decretar luto, como fez a direção do Bahia. A hora é de apurar os responsáveis e não só acioná-los na Justiça para deles exigir indenizações como levar o caso adiante em todas as instâncias judiciais. Porque o Ministério Público da Bahia já havia pedido a interdição do estádio e alguém do Judiciário baiano sentou em cima do pedido, que era do conhecimento do governo estadual. Trata-se de levar ao Conselho Nacional de Justiça quem foi que sentou sobre o relatório do Ministério Público. E fazer valer o Estatuto do Torcedor, instrumento que as famílias das vítimas fatais devem usar, assim como todos os mais de 30 feridos. Cabe acionar o governo estadual, a CBF, a Federação Baiana de Futebol e o Bahia. Porque todos são responsáveis pela tragédia, já que o estádio é do estado, a organizadora da Terceira Divisão é a CBF, a Federação Baiana é sua delegada e o mandante do jogo é o Bahia. E não adianta culpar os governos carlistas pelas sete mortes, porque, se estes também foram negligentes, e foram, as providências só podem mesmo ser exigidas de quem está agora no poder. Como não cabe, por exemplo, ao governo Lula culpar as gestões anteriores pelo caos aéreo. Ou ao governo Serra atribuir ao seu antecessor Alckmin o desastre do buraco no metrô. Mas o que se vê, em regra, é isso, todo mundo tentando lavar as mãos. Mesmo as que estão tintas de sangue como no caso da Fonte Nova. Escrito por Juca Kfouri às 01h19[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Ainda sobre a tragédia na Fonte Nova
Por HUMBERTO MIRANDA DO NASCIMENTO Toda a felicidade de ontem com a classificação do Bahia para a série B foi substituída por muita dor e comoção. Quando aconteceu a tragédia, o desespero foi tremendo porque nem a polícia conseguia chegar ao local. Era muita gente festejando, um engarrafamento enorme e torcedores sobressaltados. Membros da torcida organizada do Bahia, a Bamor, chegaram a declaram que o penlti perdido pelo jogador Nonato foi até providencial porque a tragédia poderia ter sido maior, dada a euforia da torcida. A sorte foi que poucos torcedores perceberam o que estava acontecendo, o que evitou um corre-corre em massa. Pessoas que estavam próximas à arquibancada que desabou gritaram "está desabando" e uma delas caiu no buraco ao tentar sair do local. Aquilo estava uma loucura e, por milagre, não se tornou uma tragédia de grandes proporções. O que acho que aconteceu: 1) Descaso da Justiça, que não tomou providência solicitada pelo Ministério PúblicoP para interditar a Fonte Nova e da SUDESB, dirigida atualmente pelo ex-jogador Bobô, por não ter tomado nenhuma medida preventiva de segurança em relação aquela parte da arquibancada, frequentemente isolada por causa de seu estado precário; 2) O governador Jaques Wagner declarou que não havia informação no governo sobre problemas estruturais no estádio, o que é uma temeridade porque existe um inquérito desde 2005 que envolvia até problemas estruturais no Barradão, estádio do Vitória. Agora à tarde ele voltou atrás e reconheceu que houve "falha"; 3) Há que considerar que, com uma média de público de 40 mil torcedores por partida, em algum momento uma tragédia aconteceria na Fonte Nova. O estádio lotado regularmente fragilizou ainda mais a estrutura e, ao invés de medidas de segurança serem adotadas, maquiaram a Fonte Nova com uma pintura recente; 4) Pelo que se sabe, não interditaram logo o estádio por conta da pressão da própria diretoria do Bahia. É aquela história, não desabou antes, porque desabaria na última paratida? E desabou. 5) Outro fator que muito contribui para essa loucura toda foi a enorme frustação do torcedor do Bahia, já de longa data, com sua diretoria. Muitos estavam alucinados e, querendo extravasar de todas as maneiras, invadiram o campo e destruíram equipamentos públicos. Alguns chegaram a arrancar com as mãos pedaços do gramado. Imagens absurdas de depredação foram mostradas. Gente foi pisoteada etc. 6) O Bahia cumpriu o papel que se esperava dele, a classificação para a série B, mas precisará fazer uma reforma ampla na diretoria e no time para ter alguma chance de classificação para a série A ano que vem ou evitar o retorno à série C. É preciso evitar uma nova tragédia. Escrito por Juca Kfouri às 14h13[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Pró-memória
Cabe lembrar que o procedimento originalmente proposto no projeto do Estatuto do Torcedor e na Medida Provisória 79 estabelecia a prerrogativa do Ministério do Esporte - por meio do CNE - de suspender os estádios cujos laudos atestavam falta de condições.
Na época, o Ministério operou para eliminar suas atribuções e responsabilidades do texto, mantendo apenas a função do Ministério Público.
Veja o que constava da Medida Provisória 79 e foi retirado do texto no âmbito do Congresso Nacional, por solicitação do então ministro Agnelo Queiroz:
Art. 5
§ 1 § 2 I - não apresente condições de segurança e higiene, segundo os laudos encaminhados; ou II - não tenham sido encaminhados os laudos de que trata o caput. § 3 Se tais artigos estivessem em vigor, talvez o desmoronamento pudesse ter sido evitado.
Escrito por Juca Kfouri às 14h05[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Enquanto isso em Salvador...
Por ROBERTO VIEIRA - De quem é a culpa? - Do destino. Foi tudo uma surpresa. - Não vai colar. - Bota aí que foi da torcida que pulou demais na arquibancada! - Torcida pula sempre. Também não vai colar. - Da firma que fez a reforma no governo passado? - É a mesma que financiou nossas campanhas... - Xiiiiiiiiiiiiiii... - Tem outra idéia? - Bota a culpa num pedreiro. - Como é que é? - É, o pedreiro. Superfaturou a obra e depois usou material de terceira. - Vão achar que a gente ta debochando com a terceira divisão. Capaz de lincharem a gente. Os dois olham na direção do mar. Itaparica está logo ali. Porque é que essa tragédia tinha de acontecer logo agora, logo hoje? - Morreram quantos? - Sete. - Não eram oito? - O número agora é sete. Mas pode aumentar. - Acho que não resta outra escolha. Vai ser o de sempre. - Não esquenta. O de sempre, sempre funciona. Os dois chamam o assessor de imprensa. Mandam divulgar uma nota oficial de pêsames. Investigações rigorosas serão iniciadas. Os culpados serão punidos, doa a quem doer. Mas é preciso aguardar pelo parecer técnico. Não devemos acusar ninguém impunemente. Não podemos turvar a biografia de um inocente. É preciso não cometer injustiças. É preciso não comprometer 2014. - O texto ficou bom? - Já estava pronto. É o mesmo de sempre. Com certeza daqui a quinze dias todo mundo já esqueceu o fato. Escândalo é o que não falta nesse imenso país tropical. E tem também o Natal. - Vamos comer uma moqueca? - Vamos. Já trabalhamos muito por hoje. Escrito por Juca Kfouri às 14h00[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
No 'Correio Braziliense', de hoje
Ministério paga, mas não recebe Por UGO BRAGA
A história do contrato em tela começa no dia 17 de junho de 2006. Ali, a Atos Origin entrega sua proposta ao edital lançado duas semanas antes, pelo qual a pasta esportiva anuncia a disposição de contratar fornecedor para "serviços de tecnologia da informação e apoio técnico de atividades de informática". O negócio era montar o sistema de computadores que controlaria os dados dos jogos, bem como o trânsito do pessoal credenciado nas diversas áreas privativas dos locais de competição, treinar os responsáveis e fornecer os equipamentos de controle. Flagra dos auditores Outro lado Escrito por Juca Kfouri às 11h37[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Luto em dia de festa
Era mesmo para ser uma segunda-feira festiva no futebol brasileiro. Santos e Flamengo na Libertadores. Bahia de volta, ao menos, à Segunda Divisão. E quase 200 mil pagantes nos seis jogos com público na Série A do Brasileirão, média de quase 33 mil por jogo. Se considerarmos que a penúltima rodada será completada com três jogos, um no Pacaembu já com lotação esgotada na casa dos 33 mil torcedores e outro no Mineirão, que deverá ter público por aí também, veremos que nem mesmo o jogo de Floripa, entre Figueira e Náutico, fará cair tanto a média estupenda. Mas como festejar se o jogo nacional que obteve a segunda maior presença de público, o de Salvador com 60 mil pagantes, acabou como acabou? Escrito por Juca Kfouri às 11h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Três por uma vaga na Libertadores, dois por uma vala no rebaixamento
Com o Santos e o Flamengo garantidos na Libertadores ao lado dos tricolores São Paulo e Fluminense, restou uma vaga para três candidatos: Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio. Dos três, só o Cruzeiro tem um jogo fácil na última rodada do Brasileirão, o America no Mineirão. Mas o Palmeiras e o Grêmio também jogam em casa, contra o Galo e o Corinthians. Pode haver quem ache que o Galo não vai querer ajudar o rival Cruzeiro, mas havia também quem achasse que o Inter não ajudaria o Grêmio e não foi o que aconteceu. O problema do Grêmio, que pode pegar o Corinthians desesperado ou já livre do rebaixamento, é que a vitória do Cruzeiro já o deixa fora da Libertadores. Sim, o Cruzeiro terminará o campeonato com 60 pontos, máximo que o Grêmio pode chegar, com o que empatarão em 18 vitórias e os mineiros se classificarão pelo saldo de gols, 13 a 1 hoje. Já o Palmeiras precisa vencer, porque aí chegará aos 61 pontos e ninguém o alcançará. A luta para não cair também tem só uma vala, porque o Paraná Clube praticamente selou sua sorte ao perder ontem. E só dois clubes correm o risco, embora o Náutico ainda esteja ameaçado. Mas se o Paraná Clube depende de milagres sucessivos, só uma série de catástrofes condenará o Náutico. A luta é mesmo entre Corinthians e Goiás. Corinthians que recebe o Vasco nesta quarta-feira e Goiás que pega o Galo no Mineirão. As vitórias dos mandantes salvam o Corinthians e derruba o Goiás. Escrito por Juca Kfouri às 22h28[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sete mortos na Fonte Velha
A tragédia num dia que deveria ser só de festa em Salvador, com sete mortos e mais de 10 feridos, demorou a acontecer. Chamada de Fonte Nova, o estádio baiano faz muito tempo que está em petição de mis |